sexta-feira, 16 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Emoções

Finalmente nos encontramos. Estava precisando desse abraço. Não é ... mas é como se fosse...
estávamos sem esse encontro a um mês, tempo demais para quem gosta de estar perto. Pelo menos da minha parte, falo por mim afinal ele não fala, nunca falou... não sente, nunca sentiu,
piso nele bastante, sem reclamações, ele existe prá isso mesmo... é meu amigo: o asfalto. Hoje foram apenas 11 kms, pouco prá mim mas considerando que é um retorno, foi muito bom. Estou renovado.
Ontem meu caçula comerou 16 anos, ele é fantástico, um doce de menino, eu o amo muito. É meu companheiro, amigo, parceirão.
Minha herdeira, única, finalmente voltou, quantas alegrias, futura arquiteta, que doce presença na minha existência.
E a vida segue.
O encontro de casais no Othon Palace deixou um legado maravilhoso: retorno à comunicação amanhã, depois de 4 longos anos distante dos estúdios. O programa será semanal. E terá como título: "O amor jamais acaba". Alô gente boa!

sábado, 20 de março de 2010

Caminhos

Depois da pausa, o recomeço...
Tantas coisas aconteceram e estão acontecendo que nem sei por onde começar.
Bem, ontem cheguei de Londrina onde comecei finalmente um DMin. A semana foi agitadíssima. Aulas o dia inteiro e a noite sempre na biblioteca estudando até bem mais tarde, alguns momentos até as três da madrugada, no aeroporto para concluir trabalhos, ufa...
Estudar Agostinho é um exercício e tanto.
Ao chegar do doutorado, recebí uma ligação que dava conta de que um acidente de carro ceifou precocemente a vida de um jovem ministro na cidade mineira de Governador Valadares. Isso é golpe muito duro! Fiquei muito sensibilisado com o ocorrido especialmente ao saber que o mesmo deixou duas filhas ainda pequenas. Essas intercorrências são especialmente traumáticas prá mim. Normalmente produzem muitas reflexões.
Amanhã finalmente, após intensa expectativa, acontecerá em Salvador, no Othon Palace, ondina, o encontro de família com o tema:" o amor jamais acaba". Nosso convidado para as palestras é o Marcos Bomfim de Curitiba. O dia promete ser intenso.
Lamento estar a mais de uma semana sem correr. Sinto tanta falta do asfalto.
No meio da semana, a mais de dois mil km de casa, pude agradecer a Deus e comemorar vinte anos de convivência com A Dra. Maisa, uma musa, que musa!
Minha adolescente vai mudar de direito pra arquitetura, caminhos e recomeços, papai gostou.
É companhia e tanto! E meu Xará segue firme pensando na medicina.

sábado, 6 de março de 2010

Correndo...

Abomino hospital, remédio e etecetera e tal prá não magoar ninguém...

Mas o Dr., ao analisar os resultados do exame de laboratório, foi enfático:

-Temos um problema aqui, você está correndo riscos.

Minhas pupilas se dilataram e os batimentos cardíacos que já passavam de 100 bpm só por estar naquele ambiente indesejável (hospital) de repente foram a 120. O corpo tremia todo, sou medroso por natureza, esperava a bomba!!!

-Bem, disse o médico, tirando os óculos para limpá-los, enquanto percebia minha agonia:

sua taxa de triglicérides está muito alta e temos que fazer alguma coisa para tentar baixá-la.

Ele queria dizer, na verdade, era que eu teria que fazer algumas coisas...

Fui informado que precisaria dormir melhor, ingerir menos carboidratos e, o mais difícil, fazer exercícios físicos regularmente.

Um sedentário assumido, com hábitos alimentares pouco ortodoxos e trabalhando como comunicador de rádio até meia noite, teria mesmo que repensar a vida...

Dia seguinte, ainda refletindo às ordens médicas, fui a uma loja de material esportivo e comprei: um tênis, shorts para caminhadas, camisetas e outras coisinhas que deveriam fazer parte da nova vida.
O primeiro dia de caminhada foi horrível, um cansaço extremo... mas o Dr. mandou, fazer o quê?
As manhãs começaram a ficar desafiadoras. Em alguns momentos queria desistir. Aquilo era sofrimento demais...
Um dia, enquanto subia a Ladeira da Barra caminhado, 1 km de pura teimosia, me ocorreu um pensamento, no mínimo pretensioso, por quê não arriscar algumas passadas correndo?
Assim foi feito, cada dia um pouco mais... até que um dia me enchi de coragem e cheguei em casa convidando a família para iniciarmos as férias em São Paulo, mais precisamente na Avenida Paulista, dia 31 de Dezembro, às cinco da tarde!
Para os desavisados, eu os convidava para assistirem a minha estréia em corridas oficiais. Não poderia ser diferente tinha que ser na São Silvestre... quanta ousadia, falta de desconfiometro , sei lá... cara de pau mesmo!
Dito e feito. Tal dia, tal hora, olha eu lá no meio da multidão...
Envergonhado, sem nenhum perfil de atleta, uns 15 kg acima do peso, nenhuma experiência em corridas, mas com um sonho no coração... chegar vivo e levar a prometida medalha pra casa.
Preciso ressaltar que no meu programa de rádio, líder de audiência na cidade no horário, prometi aos ouvintes que na volta das férias contaria pra eles da façanha. Não faltou incentivo:
- estaremos assistindo na TV, - vamos torcer, - leve uma placa para podermos identificá-lo, etc
Aos filhos prometi a tal medalha, que insanidade!!!
A corrida começou no horário previsto, pontualmente às cinco.
Só consegui dar as primeiras passadas uns 10 minutos depois, tamanha multidão em volta.
O começo foi estressante, coração batendo a mil, parecia querer sair pela boca. Ao final do primeiro km já respirava com dificuldade. A vontade de desistir ficou na curva que sai da Paulista pra consolação...
Um ladeirão sem fim era tudo que eu queria e foi o que vi. Os atletas de verdade, já estavam muito longe dali. Impossível acompanhá-los com aquele vigor todo. Os Quenianos, parece que não comem, são esqueléticos, nenhuma gordurinha, cada pernão... sumiram.
Enquanto corria, pensava, será que dá? terminou a ladeira, acabou a moleza.
O que tem pela frente é só subida, meu Deus!
Passo do km 5 e penso em desistir novamente. Lembro da promessa aos filhos, aos ouvintes...
Mas dói joelho, tornozelo, ombro, costas... isso é sofrimento demais!
Continuo em frente, tomo um copinho de água quente, que horrível. A próxima placa indica km 8, agora as cãibras aparecem de vez.
Olho pra frente, todos parecem alheios à minha luta. É preciso continuar, como? eu não vou conseguir penso novamente.
Uma cena me chama a atenção, um cara correndo ali pertinho de mim só com uma perna... a outra é uma prótese... -que maluco, penso! Para depois entender: é um herói, um sonhador, um valente!
Com os pensamentos confusos pelo calor e o cansaço extremos, chego finalmente ao km 12 e meio... enquanto ouço gritos estranhos, do tipo: -lá vem ela, lá vem ela...
Quem será ela? alguma personalidade, uma artista, alguma modelo famosa?
Ilusão!!! Ela, em questão, é a inimiga número um do corredor da são Silvestre, a subida de 2 km da Brigadeiro Luís Antônio.
Fim de prova pra mim, pensei! Eu não vou aguentar mesmo! Olho pra frente e uma multidão parece flutuar à minha frente.
E a promessa?! Agora só falta a subida e mais um pouquinho! Não posso parar. Não sinto que estou levantando as pernas mais, elas estão anestesiadas pelas dores.
Acabou a ladeira, estou entrando novamente na Paulista, vai acabar, vejo as luzes indicando a chegada... a emoção vem com tudo... os últimos metros são de choro compulsivo... a multidão aplaude sem parar os últimos heróis que chegam... enfim, o funil. A medalha no peito!!!
Posso gritar bem alto: - é campeão!
Afinal, o campeão não é apenas o primeiro a chegar, é também o que acredita no seu sonho. O que valoriza cada passo da conquista. O que luta com todas as forças. O que não desiste nunca.
Isto me lembra uma música que diz assim: "Não é dos fortes a vitória, nem dos que correm melhor, mas dos sinceros e justos, dos que cultivam o amor..."

O que é a vida?

Não sei se você, assim como eu, já pensou na transitoriedade da vida...
Acordei numa madrugada de agosto de 1991, em poucos minutos estava dentro do carro com dois irmãos, uma cunhada e uma sobrinha. Viajaríamos 1500 kms até o destino, São Paulo, capital. Após percorrer 35 kms o carro deixou de funcionar, parou tudo. Incompreensível para um veículo que acabara de ser revisado...
O que fazer? Pedir socorro, guinchar, voltar prá casa. Em menos de 5 minutos parou na BR 116, Rio-Bahia, um caminhoneiro solícito que prontificou-se a nos rebocar.
O retorno transcorria tranquilo enquanto degustávamos salgadinhos, sucos, docinhos e outras delícias e fazíamos planos para aproveitar aquela inesperada folga na manhã de domingo que começava a surgir no horizonte celeste das caatingas.
Num lance de milésimos de segundos vejo a luz de freio do caminhão que nos arrastava por cordas crescer diante dos meus olhos ainda levemente sonolentos.
O reflexo prontamente me levou aos pedais de freios, -que freios? repentinamente eles já não funcionam... duas, três tentativas e nada. O carro está entrando no fundo do caminhão, a carroceria tem aquele modelo alto, vamos ser esmagados, meu Deus!
Ouço gritos, traciono para a esquerda, a pista contrária parece livre. O caminhão está sendo ultrapassado por mim que sou rebocado por ele...
Era mesmo inevitável, as cordas se enroscam no pneu traseiro para logo a seguir me puxar para um número incalculável de tombamentos, na pista.
Enquanto sacudimos indefesos dentro do carro ouço mais gritos, muitos deles... e penso:
"Meu Deus, ajuda-nos!".
Sou o mais velho dos irmãos, o que está ao volante, penso em tanta gente rapidamente, em coisas ainda por fazer, tantos sonhos, família, amigos, trabalho. Será que quando o asfalto passar rente à minha cabeça mais uma vez... não quero nem pensar agora...
A cena toda não deve ter durado mais de dois minutos. Agora me vejo todo machucado, arranhado, tentando me levantar do asfalto, dói tudo.
A sensação de ter sobrevivido é agradável e ao mesmo tempo desesperadora. Onde está o carro, onde estão os outros que viajavam comigo?
Tentando me apoiar em pé logo os vejo: ensanguentados, cortados, feridos, quebrados...
Mais uma hora e estamos sendo conduzidos pela polícia rodoviária federal ao hospital da cidade.
Reflexões, decisões... aquele domingo foi no pronto-socorro do hospital Samur...
Não viajamos até São Paulo, não jogamos futebol com os amigos, não deu prá ir ao sítio no Iguá, mas estamos celebrando a vida...
O que é a vida?
Obrigado Deus, autor.

segunda-feira, 1 de março de 2010

No próximo dia 21 de março de 2010 a cidade de Salvador receberá um lindo presente: estará no Othon Palace em ondina o terapêuta de família, Marcos Bomfim.
Apresentando-se para uma platéia eclética, abordará temas atuais que focalizarão como
proposta central: O amor na vida conjugal como forma de assegurar a sobrevivência da família pós-moderna.
As inscrições podem ser efetivadas na Associação Bahia, no jardim baiano, em horário comercial.
O preletor tem vasta experiência no assunto tendo se apresentado em inúmeros auditórios no Brasil e pelo mundo afora, colhendo resultados práticos e positivos na reconstrução de famílias.
Fica aquiuma dica prá voce e sua família...